26-02-2008
Eu quero vingança
03:30h da manhã. Canal PFC exibe Inter 1 x 2 São Paulo do Brasileirão 2007. Fiquei assistindo ao mesmo tempo que preparava as aulas para o ano letivo vindouro.
Resolvi gravar o jogo porque lembrava que a atuação do Inter havia sido muito boa apesar da derrota, e lembrava também que o resultado havia sido muito discutível em função de uma arbitragem tendenciosa.
Eu lembrava dos lances, lembrava do jogo, mas tinha me esquecido do sentimento. Ano passado eu vi derrotas incontestáveis no Beira Rio, nos jogos contra o Vasco e contra o Fluminense, por exemplo. Mas essa contra o São Paulo não. Ela nada teve de natural. Ela nada teve de honesta e nem de 'natural' como o cretino Maurício Saraiva repetiu 200 vezes durante a transmissão.
O Inter deu um BAILE no São Paulo. Venceu o jogo até os 27 do segundo tempo, jogando com um jogador a menos. É verdade sim que a expulsão do Índio logo nos primeiros minutos de jogo foi em um lance interpretativo, que não pode ser considerado erro de arbitragem. Não acharia nada de errado se este lance tivesse sido isolado, mas ocorreram 3 outros lances CAPITAIS, que citarei agora:
1. A não expulsão do Dagoberto: Ele já tinha cartão amarelo e, ao sofrer uma falta, arremessou a bola contra o corpo do Guiñazu na frente do árbitro, que nada fez. Muricy, inteligente, retirou Dagoberto no campo 1 minuto depois para colocar Diego Tardelli que sequer estava aquecendo antes desse lance.
2. A não expulsão de Leandro: Leandro agrediu um gandula fora de campo, foi visto pelos dois (sim, eu disse DOIS) árbitros reservas e nenhum deles sequer comentou isso com o juiz da partida, que também deve ter visto lance, já que o mesmo aconteceu no local onde ele acabara de marcar uma lateral.
3. Um pênalti claríssimo em Alex: o interessante desse lance é que ele ocorreu após um impedimento quase imperceptível de Magrão (mesmo vendo pela TV) que não foi marcado pelo bandeirinha. A bola bateu no corpo dele e caiu na frente do gol pro Alex que chegava para chutar. Alex é puxado pelo pescoço de forma escandalosa e o árbitro não marca nada. Aceitaria o argumento de que o gol seria irregular, caso acontecesse, pois havia o impedimento. Mas não tendo sido marcada essa irregularidade (que, como eu disse, era um lance duvidoso), o pênalti foi de concurso.
Vale ressaltar que todos estes lances ocorreram enquanto o Inter ainda vencia o São Paulo por 1 a 0. Ou seja, nós teríamos um jogador a mais que eles, e não um a menos, e ainda um pênalti a favor, podendo aumentar a vantagem para 2 gols. Mas isso é pouco para o Maurício Saraiva aceitar que a arbitragem influenciou no resultado. Tudo bem. A opinião dele só fere meus ouvidos mas não muda nada no mundo do futebol, devido à sua insignificância jornalistica.
Mas o meu sentimento ao ver aquilo acontecer, aquela derrota surgir em um jogo em que o Inter dominou amplamente, foi uma tristeza muito grande. A indignação que eu tive com o time em jogos como o anterior a este, que foi o empate em 2 a 2 com o Atlético MG após estar vencendo por 2 a 0 até os 40 min do segundo tempo, dessa vez estava toda contra a arbitragem e talvez até mesmo contra o adversário que por seu poder político manda e desmanda no futebol nacional, vetando árbitros gabaritados que possam ter errado contra eles com total conivência da comissão de arbitragem.
O Inter não teve culpa nenhuma no resultado? Claro que teve. Tudo ocorreu após a entrada de Magal no lugar de Magrão, que estava muito bem no jogo. Culpa do Inter em ter um jogador tão ruim como aquele em seu grupo. Magal quase não tocou na bola. Quando tocou, errou. Nunca estava nos lances e era ele que marcava o Borges no gol da virada do São Paulo, após cruzamento de Jorge Vágner.
O detalhe é que Magrão saiu por cansaço, algo que talvez não tivesse ocorrido se o Inter não estivesse há 50 minutos com um jogador a menos em campo. Além disso, Magrão era um dos melhores jogadores nas bolas cruzadas para a área colorada. Seu substituto era uns 25 cm mais baixo e foi por cima dele que Borges cabeceou para o gol.
O Inter era uma equipe em formação quando aconteceu esse jogo, mesmo faltando 9 jogos para o final do campeonato, e o São Paulo já era praticamente campeão, com uma campanha irrepreensível, que dificilmente será igualada tão cedo. No entanto, naquele dia, nós fomos melhores e só perdemos pelas circunstâncias descritas aqui.
Esse ano eu quero acabar com o São Paulo nos dois jogos. Em casa e fora. Quero um jogo limpo, sem influência da arbitragem, como aconteceu naqueles dois jogos da final da Libertadores em que jogando em igualdade de condições, nós acabamos com eles em pleno Morumbi.
Em 2008 o futebol precisa prevalecer. Se eles quiserem nos ganhar, que suem sangue e não cheguem simplesmente dando carteiraço na arbitragem.
Era só um jogo, não valeria título nem nos levaria pra Libertadores, mas a injustiça não precisa disso para ser medida. Rever esse jogo me trouxe todo aquele sentimento de raiva que senti naquele dia. E esse ano nós vamos devolver, ah vamos.
06:34 Escrito em Androzco | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail | Tags: Inter, São Paulo, Vingança, Brasileirão, arbitragem, roubo





























Comentários
Lembro bem desse jogo e senti a mesma coisa...
Escrito por: Tati | 26-02-2008
Lembro também deste episódio e compactuo da tua indignação. Mas meu comentário vai de encontro ao seu em outro sentido, tenho acompanhado boa parte dos jogos pelo PFC, tando de grêmio quanto de Inter, e sinceramente este Sr. Maurício Saraiva é o pior comentarista de futebol que já vi em um canal esportivo, este sujeito no meu entendimento nem futebol de botão já praticou e vem dar "entendido de futebol", muitas vezes tenho a impressão que estou assistindo a um jogo e eles devem estar narrando outro em outro planeta ou outra dimensão, este cara é muito ruim. E sugiro a criação de um bolg "foramauriciosaraiva". abraços colorados
Escrito por: colorado | 10-03-2008
Comente